
Muita gente sai da consulta preocupada depois de ouvir que está com a pressão do olho alta. A pressão intraocular é a força exercida pelo líquido que circula dentro do olho, o humor aquoso. Quando ela está acima do normal, mas o nervo óptico e o campo visual continuam saudáveis, o diagnóstico é hipertensão ocular, e não glaucoma.
Qual é a pressão normal do olho?
Na maioria das pessoas, a pressão intraocular fica entre 10 e 21 mmHg. Acima disso, fala-se em pressão elevada. Mas esse número sozinho não define o diagnóstico: existem pessoas com pressão normal que têm glaucoma e pessoas com pressão acima de 21 que nunca vão desenvolvê-lo. Por isso, a avaliação vai muito além da medida.
Hipertensão ocular é o mesmo que glaucoma?
Não. No glaucoma, já existe dano ao nervo óptico. Na hipertensão ocular, a pressão está alta, mas ainda não há dano. Ela é um fator de risco importante: um grande estudo americano (Ocular Hypertension Treatment Study) mostrou que, em 5 anos, cerca de 9,5% das pessoas com hipertensão ocular sem tratamento desenvolveram glaucoma, contra cerca de 4,4% entre as que foram tratadas. Ou seja, a maioria não desenvolve a doença, mas o risco existe e o tratamento o reduz pela metade.
Quais exames fazem parte do acompanhamento
- Tonometria: medida da pressão intraocular.
- Paquimetria: mede a espessura da córnea. Córneas mais grossas podem dar leituras de pressão mais altas que a real, e córneas finas estão ligadas a maior risco de glaucoma.
- Curva tensional diária: várias medidas ao longo do dia, já que a pressão varia.
- Campimetria computadorizada: verifica se há perda no campo visual.
- OCT do nervo óptico: detecta perdas de fibras antes que apareçam no campo visual.
- Gonioscopia: avalia o ângulo de drenagem do olho.
Quando é preciso tratar?
A decisão é individual. O oftalmologista leva em conta o valor da pressão, a espessura da córnea, a idade, o histórico familiar e outros fatores de risco. Pessoas com risco mais alto costumam começar o tratamento com colírios. Nas de risco baixo, pode-se optar só pelo acompanhamento com exames periódicos.
O que pode aumentar a pressão do olho
- histórico familiar de glaucoma;
- uso prolongado de corticoides, inclusive em colírios, sprays e cremes;
- traumas no olho;
- algumas condições oculares, como a síndrome de pseudoexfoliação e a dispersão pigmentar.
Quando procurar um oftalmologista
Quem recebeu o diagnóstico de pressão alta no olho deve manter o acompanhamento regular, mesmo sem sintomas, porque o glaucoma não avisa quando começa. Na Oftalmo Center Bauru, todos os exames de acompanhamento da pressão intraocular são feitos na clínica.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com o oftalmologista. Só o exame completo dos olhos permite um diagnóstico e um tratamento adequados para cada pessoa.
Agende sua consulta na Oftalmo Center Bauru, na Rua Gerson França, 16-43, em Bauru-SP: (14) 3012-0606, (14) 3012-0707 ou pelo WhatsApp (14) 99626-1982.

